Em Caruaru, Edilson Tavares dá pontapé inicial à candidatura a deputado federal
Publicado em 17/08/2026 às 09:40

O candidato a deputado federal Edilson Tavares (PP) deu o pontapé inicial à sua campanha em Caruaru, onde palestrou para um salão lotado sobre o conceito de política de resultados.

Durante o encontro, Edilson apresentou a experiência adquirida à frente da Prefeitura de Toritama por dois mandatos, destacando ações e resultados alcançados no município. A proposta é levar esse modelo de gestão para o debate em Pernambuco, com foco especial nas demandas do Polo de Confecções e no desenvolvimento de todas as regiões do Estado.

Edilson vem se destacando pela realização de palestras em cidades pernambucanas, tanto durante a pré-campanha quanto no período eleitoral. Nos encontros, ele compartilha sua trajetória administrativa, apresenta os resultados obtidos em Toritama e dialoga sobre propostas para fortalecer a economia, gerar oportunidades e impulsionar o desenvolvimento de Pernambuco.

“Agradeço a cada pessoa que esteve conosco neste primeiro dia. Tenho certeza de que todos que conhecem nossa história e nossas propostas se tornam multiplicadores dessa mensagem. É assim que vamos seguir fazendo campanha: com fé em Deus, e apresentando propostas viáveis e resultados reais”, finalizou Edilson Tavares.

Fernando Filho confirma apoio do grupo Coelho a Raquel Lyra, Eduardo da Fonte e Mendonça Filho em grande ato em Petrolina
Publicado em 17/08/2026 às 09:39

Neste domingo (16), o deputado federal Fernando Filho, do União Brasil, participou da Arrancada 44, primeiro grande ato de campanha realizado em Petrolina. Ao lado dos irmãos Miguel e Antonio Coelho, e do pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o parlamentar confirmou apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) e aos candidatos ao Senado Eduardo da Fonte (PP) e Mendonça Filho (PL).

No evento, que contou ainda com a presença de outras lideranças políticas, Fernando Filho agradeceu o apoio da cidade nos últimos cinco mandatos, declarou confiança na reeleição e afirmou que não vai disputar votos com Miguel, que também concorre à Câmara dos Deputados. Ele anunciou descentralizar a campanha de Petrolina a fim de fortalecer candidatura em outros municípios. “Vou andar muito. E vou ser deputado federal porque estou contando com a ajuda de muita gente”, disse. Só na última semana, o candidato somou apoios em oito das doze regiões de Pernambuco.

Do palanque à multidão que se reuniu no Comitê 44, Fernandinho, como é carinhosamente chamado, foi aclamado “campeão de emendas parlamentares no Sertão”. Sua trajetória em favor do interior do estado esteve entre os destaques dos discursos da Arrancada e ecoou entre os eleitores presentes. Miguel Coelho fez questão de enaltecer o irmão. “Você não é apenas meu irmão mais velho. Você é meu professor na vida e vai ser meu professor em Brasília. Eu espero poder ter a competência de trilhar o mesmo caminho que você. Hoje é respeitado como um dos melhores deputados federais do Brasil e Petrolina se orgulha do seu filho e da sua história”, afirmou o ex-prefeito da cidade.

A dupla candidatura dos irmãos foi ressaltada por Fernando Filho como uma oportunidade de fortalecer o grupo político e a representação de Petrolina em Brasília. Ao citar alianças, o deputado destacou projeto político que se estende a todo o estado. “É por isso que estamos todos reunidos nesse palanque, num propósito de nos fortalecer ainda mais. A gente tem um projeto para Pernambuco e precisa fazer dessa eleição e fazer de Petrolina o epicentro dessa mensagem”, concluiu.

Simão Durando diz que Petrolina e o Sertão darão grande vitória a Miguel, Fernando Filho e Antonio Coelho
Publicado em 17/08/2026 às 09:38

Petrolina deu uma demonstração de força logo no primeiro dia de campanha. Uma multidão tomou conta do ato que marcou o lançamento das candidaturas de Miguel Coelho e Fernando Filho para a Câmara Federal e de Antonio Coelho para a Assembleia Legislativa, em uma mobilização que reuniu lideranças de todo o Sertão do São Francisco, prefeitos, vereadores e apoiadores. Ao lado da governadora Raquel Lyra, dos candidatos ao Senado Eduardo da Fonte e Mendonça Filho, do ex-senador Fernando Bezerra e dos candidatos a deputado Lucinha Mota, Rose Soares e Diogo Hoffmann, o prefeito Simão Durando conduziu uma largada que já mostrou o peso político de Petrolina.

Anfitrião do evento, Simão reforçou que Petrolina sairá das urnas ainda mais forte politicamente. O prefeito pediu o apoio da população para eleger Miguel Coelho e garantir a continuidade do mandato de Fernando Filho na Câmara Federal, ampliando de um para dois os representantes do município no Congresso. “Nós já temos um deputado federal, Fernando Filho, que é o campeão de emendas. Se com um já é bom, imagina com dois. Nós vamos ter mais força política”, afirmou.

Simão também defendeu a continuidade de Antonio Coelho na Assembleia Legislativa, mantendo uma representação que é importante para Petrolina e para o Sertão. O prefeito também celebrou a presença de Raquel Lyra e a construção de uma aliança capaz de colocar Petrolina ainda mais perto das decisões de Pernambuco. Convidado pela governadora para coordenar sua campanha no Sertão do São Francisco, o prefeito defendeu uma atuação conjunta entre município, Estado, Câmara Federal e Senado para transformar força política em obras, investimentos e novas conquistas. “É o momento de levar a mensagem de que já fizemos muito, mas temos muito por fazer”, afirmou.

Ao encerrar o discurso, Simão reforçou que é nas ruas e ao lado da população que a campanha ganha sentido. “O Sertão e Petrolina darão uma grande vitória. A nossa força vem de vocês, a nossa força vem do povo”, afirmou diante da multidão.

Joãozinho Tenório dá início à campanha com agenda em São Joaquim do Monte, Caruaru e Bezerros
Publicado em 17/08/2026 às 09:33

O deputado estadual Joãozinho Tenório deu início oficialmente à campanha pela reeleição neste domingo (16), com uma agenda que passou por São Joaquim do Monte, Caruaru e Bezerros. Em Caruaru, o deputado participou da abertura do comitê da governadora Raquel Lyra, sua aliada política, em um momento que marcou o início oficial da campanha da governadora no município.

Em São Joaquim do Monte, Joãozinho abriu seu comitê de campanha ao lado de lideranças e apoiadores, entre eles o prefeito Duguinha Lins e o deputado federal Júnior Uchoa. Ex-prefeito do município por dois mandatos, Joãozinho destacou a importância da participação das lideranças e reforçou a disposição para seguir trabalhando por Pernambuco.

O domingo também marcou a liberação oficial do número de campanha de Joãozinho Tenório, que passa a ser 55.555. Com o número definido, o deputado inicia uma nova etapa da campanha pela reeleição e amplia a mobilização nos municípios pernambucanos.

Encerrando a agenda, Joãozinho esteve em Bezerros ao lado da prefeita Lucielle Laurentino, participando do último dia da Vaquejada de Bezerros. Com 52 anos de tradição, o evento é uma das principais festas do município e reúne vaqueiros, famílias e visitantes, valorizando a cultura e as tradições do Agreste pernambucano.

“Foi um domingo de muita agenda e contato com as pessoas. Começamos oficialmente nossa caminhada pela reeleição e vamos seguir percorrendo Pernambuco, apresentando nosso trabalho e ouvindo as demandas de cada região”, afirmou Joãozinho Tenório.

PF recupera avião de R$ 120 mi ligado a Daniel Vorcaro no Paraguai
Publicado em 17/08/2026 às 09:30

A Polícia Federal localizou no Paraguai e trouxe de volta ao Brasil neste domingo (16) uma aeronave avaliada em cerca de R$ 120 milhões e vinculada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O avião é alvo de uma ordem judicial de sequestro e está impedido de ser transferido.

A aeronave chegou ao Aeroporto Internacional de Brasília e ficará submetida às medidas determinadas pela Justiça. Ela foi encontrada no sábado (15), em Assunção, após atuação da PF no Paraguai, com apoio da Secretaria Nacional Antidrogas do país.

A corporação informou que a aeronave está vinculada a um dos investigados na Operação Compliance Zero, sem identificar oficialmente o proprietário. O avião, porém, está registrado em nome da Viking Participações, holding fundada e administrada por Daniel Vorcaro. Informações do Estadão.

Defesa Civil reconhece situação de emergência em oito municípios do RS
Publicado em 17/08/2026 às 08:52

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em oito municípios do Rio Grande do Sul afetados por desastres naturais.

A Portaria nº 2.606, publicada nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União, abrange municípios atingidos por chuvas intensas, granizo e inundações nos meses de julho e agosto. Veja a lista completa.

Com a medida, as prefeituras podem solicitar recursos federais para ações de assistência à população, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação das áreas afetadas.

Entre os municípios que tiveram a situação de emergência reconhecida por causa de chuvas intensas estão Água Santa, Anta Gorda, Ernestina, General Câmara, Porto Xavier e Vila Maria. O município de Redentora foi afetado por queda de granizo, enquanto São José do Hortêncio registrou inundações.

Recursos
O reconhecimento federal é uma etapa necessária para que os municípios tenham acesso a apoio complementar da União.

Após a aprovação dos planos de trabalho apresentados pelas administrações locais, os recursos podem ser destinados a medidas como distribuição de cestas básicas, fornecimento de água potável, kits de limpeza e higiene, além da recuperação da infraestrutura pública danificada.

Com informações da Agência Brasil.

Casas Bahia pede recuperação judicial após confirmar fechamento de lojas
Publicado em 17/08/2026 às 09:00

As Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial, conforme fato relevante divulgado na noite de domingo (16). Conforme fato relevante divulgado, a decisão foi tomada devido à piora das condições financeiras da companhia.

O pedido recuperação judicial chega após a companhia registrar um prejuízo de R$ 10 bilhões de reais no segundo trimestre, 18 vezes maior ante o mesmo período do ano passado. Após adiar por duas vezes a divulgação dos resultados financeiros, as Casas Bahia também confirmou, no balanço, o fechamento de 298 lojas.

No documento enviado à CVM (Comissão de Valores Imobiliários), a companhia afirmou que foi impactada por um "ambiente macroeconômico desafiador, marcado por patamares elevados de taxas de juros, restrição de crédito e aumento do custo financeiro".

A Casas Bahia também afirmou que houve uma "pressão sobre o consumo e o capital de giro aliados à não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas pela Companhia"

O pedido de recuperação judicial, já aprovado pelo conselho de administração e acionista controlador da companhia, foi protocolado no TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

A companhia também solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para ratificiar a decisão de ajuizamento, "adotada em caráter de urgência", conforme fato relevante.

Além das Casas Bahia, o pedido de recuperação judicial protocolado inclui as demais empresas do grupo:

ASAP Log - Logística e Soluções Ltda
ASAP Log Ltda
CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística Ltda
Cntlog Express Logística e Transporte Ltda
Globex Administração e Serviços Ltda
Cnova Comércio Eletrônico S.A
Integra Soluções para Varejo Digital Ltda
Casas Bahia Tecnologia Ltda
Indústria de Móveis Bartira Ltda

*Em atualização, com informações da CNN.

Segurança pública domina os discursos no primeiro dia de campanha
Publicado em 17/08/2026 às 08:30

Nos próximos 48 dias, o cidadão brasileiro terá a oportunidade de confrontar discursos e discussões com propostas concretas, registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a condução da vida nacional a partir de 2027. Ontem, na largada oficial das campanhas, candidatos ao cargo máximo da República tocaram em temas que, segundos os institutos de pesquisa, mobilizam as preocupações do eleitor. O combate às facções criminosas; os altos índices de feminicídio, educação e saúde foram assuntos presentes nos discursos dos canditados que estão à frente na corrida presidencial.

A polarização entre lulismo e bolsonarismo não deixou de permear as falas dos postulantes, especialmente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. A pauta do momento no debate entre os dois — a interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos rumos do país — ocupou boa parte dos comícios de ambos. Se por um lado, Flávio se orgulhou por contar com o apoio do estadunidense, Lula acusou seu oponente de entreguista e defendeu a soberania nacional. Os demais candidatos, por sua vez, criticaram a polarização e se ofereceram como melhor alternativa para pacificar o país.

O Sudeste foi a região escolhida para o lançamento da maioria dos candidatos. Apenas Ronaldo Caiado, do PSD, optou por uma carreata em cidades de Goiás, estado onde foi governador até abril.

Embora seja nordestino e possua maioria nos estados da região, Lula escolheu a cidade de São Bernardo do Campo (SP), onde nasceu politicamente, para marcar o início de sua última campanha. Também em São Paulo, na capital, Renan Santos, do Missão, reuniu os seus apoiadores. Zema, ex-governador de Minas Gerais, falou na cidade de Montes Claros. Também em Minas, Augusto Cury, do Avante, lançou sua candidatura em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Flávio Bolsonaro escolheu a Praia de Copacabana, em homenagem a seu pai.

Lula: De volta às origens sindicalistas
As eleições de 2026 marcam o final da trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República, em disputas eleitorais ao cargo máximo do Executivo. Prestes a completar 81 anos, ele concorre pela sétima vez ao posto que ocupa hoje e ganhou em três oportunidades.

Para começar a campanha rumo ao "tetra", como dizem os apoiadores, o petista escolheu a cidade que representa o berço da vida sindical e política do presidente, onde atuou até a década de 1970 como líder do sindicato dos metalúrgicos do ABC. Para mais de 15 mil simpatizantes, Lula organizou um megaevento no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, para iniciar a campanha em busca da reeleição em outubro. O encontro durou mais de quatro horas e reuniu grande parte da militância aliada do presidente, incluindo o vice-presidente e também candidato à reeleição na mesma chapa, Geraldo Alckmin, a primeira-dama, Janja da Silva, e uma série de outros candidatos a cargos no Legislativo e em governos estaduais, além de ministros do próprio governo.

O presidente chegou de helicóptero ao estádio no ABC e foi recebido com gritos de "olê, olê, olê, olá", quando entrou no palco principal do evento. Antes de discursar, Lula recebeu a visita de metalúrgicos que trabalharam com ele durante os anos de sindicalismo. O ato fez lembrar, quando líder sindical, reuniu no mesmo estádio, apoiadores de grandes greves, no período de 1978 e 1980, que também pediam o fim do regime militar, além de melhores condições salariais.

No início do discurso, Lula fez uma homenagem à mãe, Dona Lindu, que faleceu em 1980, durante a greve dos metalúrgicos. Também lembrou de outros "companheiros" que contribuíram para o nascimento do Partido dos Trabalhadores (PT) naquele mesmo ano, como Florestan Fernandes, Sérgio Buarque de Hollanda e Antônio Cândido. "Você sempre tem que lembrar das pessoas que te ajudaram a construir esta caminhada e que não estão mais", disse o presidente.

Propostas

Durante o discurso que durou 20 minutos, o presidente levantou propostas que quer implementar nos próximos quatros anos, se for eleito. Um dos assuntos principais que devem permear a campanha, não só de Lula, mas também de outros candidatos nas eleições deste ano, é a segurança pública. O petista prometeu criar o Ministério da Segurança Pública, caso a PEC da Segurança seja aprovada no Congresso Nacional.

"Se a PEC for aprovada, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública para dividir a responsabilidade com estados e municípios, para libertar o povo prendendo todo mundo que acha que é dono de uma favela. Mas, para isso, é preciso mudar a Constituição", condicionou o petista. A proposta emperrada no Senado Federal foi uma das principais medidas que o governo não conseguiu aprovar no Congresso durante os quatro anos de mandato.

A criação do Ministério da Segurança Pública é um dos principais itens que constam do programa de governo de Lula. "Fortaleceremos o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado em maio de 2026. Em cooperação com estados e municípios, vamos avançar no enfrentamento ao tráfico de armas, munições, acessórios e explosivos; asfixia financeira do crime organizado e das milícias; qualificação da investigação de homicídios; retomada de territórios; e fortalecimento da segurança no sistema prisional", promete o documento encaminhado ao TSE.

O programa prevê R$ 10 bilhões do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) para estados e municípios realizarem investimentos em equipamentos e infraestrutura.

Lula defendeu que investir em educação é mais barato e apresenta mais resultados contra a criminalidade. Ele criticou a atuação do antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e afirmou que é necessário evitar que os estudantes se tornem "bandidos". "Enquanto eles pegaram R$ 1 bilhão do crime organizado, nós pegamos R$ 35 bilhões. É pegando o dinheiro deles que a gente acaba com a indústria do crime. É fácil matar jovem na favela, mas quem manda está em condomínio de luxo. É preciso acabar com eles para acabar com o de baixo", disse.

Minerais críticos

Sobre as terras raras, o candidato à reeleição também aproveitou para cutucar os adversários, ao afirmar que não vai "entregar" os minerais críticos a outros países, citando Estados Unidos, Rússia e China como exemplos. "A gente não quer exportar o mineral bruto para depois comprar as coisas prontas deles. Nós queremos extrair aqui, transformar aqui, industrializar aqui, produzir aqui, gerar emprego aqui e gerar riqueza, porque eu não quero nem que os Estados Unidos, nem que a Rússia, nem que a China, nem que a França, nem que a Inglaterra, ninguém vai explorar os nossos minerais críticos. Nós é que vamos explorar em benefício do povo brasileiro. Este país está devendo a si mesmo."

Durante o discurso, o petista analisou os dados econômicos para tecer críticas a Bolsonaro. Lula reiterou que sua gestão conseguiu reduzir o nível de desemprego e inflação, além da situação fiscal, apesar de o nível da dívida pública ser o maior desde a pandemia de covid-19.

"Quem assentou mais terras indígenas, quem assentou mais trabalhador rural, quem gerou mais emprego, quem deu mais aumento de salário, para que a gente possa dizer para eles, sem-vergonha na cara: 'parem de mentir, porque o povo brasileiro não vai aceitar a mentira, e sim, a verdade'", disse Lula.

Flávio: Traços bolsonaristas e Trumpistas

Uma multidão vestida de verde e amarelo foi, ontem à Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, levar apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. O cenário serviu, também, como ato de desagravo ao seu pai, Jair Bolsonaro, por quem os apoiadores clamaram, diversas vezes, com o grito de "Volta, Bolsonaro".

O senador resgatou símbolos, discursos e bandeiras associados ao pai e, ao mesmo tempo, apresentou as principais linhas do plano de governo para um eventual mandato a partir de 2027. O ato reuniu cerca de 8,9 mil pessoas no horário de pico, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP e do Cebrap, em parceria com a ONG More in Common. A margem de erro é de 12%, o que coloca o público entre 7,8 mil e 9,9 mil participantes. A contagem foi feita a partir de imagens aéreas analisadas por software de inteligência artificial.

A escolha de Copacabana para a largada não foi apenas uma decisão logística. A praia se consolidou como um dos principais palcos de manifestações do bolsonarismo no Rio e já recebeu grandes atos em defesa do ex-presidente. Flávio iniciou a concentração por volta das 10h, na Avenida Atlântica, e subiu ao trio elétrico usando uma camiseta verde e amarela com a inscrição "Meu partido é o Brasil".

Ao longo do evento, referências a Jair Bolsonaro se multiplicaram. Um áudio antigo do ex-presidente foi reproduzido para o público em um dos momentos mais emocionantes da manifestação. O ex-governante está em prisão domiciliar após condenação a 27 anos e três meses de prisão.

"Sei que pareço com ele [Jair Bolsonaro]. Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé", discursou. A presença do pai, mesmo ausente fisicamente, foi uma das marcas da primeira aparição eleitoral de Flávio.

No discurso de ontem, Flávio combinou a defesa desse legado com ataques ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Disse que pretende enfrentar o que chamou de "sistema" e afirmou que o país olha para Brasília "com nojo". Também criticou o custo de vida, o endividamento das famílias, a carga tributária e a condução da segurança pública.

Ao falar de economia, prometeu reduzir gastos e cargos e afirmou que conhece o caminho para tirar os brasileiros das dívidas. Em outro momento, relacionou o governo federal às fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O discurso econômico está diretamente relacionado ao programa de governo entregue ao Tribunal Superior Eleitoral. Intitulado Para o Brasil Vencer o Atraso, o documento apresenta uma agenda de redução do tamanho do Estado, corte de despesas e mudanças na política fiscal. Entre as principais propostas está o chamado "tesouraço", que prevê a redução de pelo menos 10 ministérios, corte de cargos e despesas administrativas, combate a supersalários e retomada de privatizações e concessões. O programa também propõe substituir o atual arcabouço fiscal por uma nova regra para controlar as despesas públicas e estabilizar a dívida em relação ao Produto Interno Bruto.

"Eu vou organizar essas contas e vou tirar o Brasil do vermelho. Você vai deixar de ter dívida. Eu vou fazer um tesouraço a partir de janeiro do ano que vem. Vai ser corte nos impostos, na burocracia e na corrupção".

A segurança pública ocupou espaço central na fala do candidato e no programa registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Flávio promete classificar facções criminosas como organizações narcoterroristas, seguindo a designação feita pelo governo Donald Trump, que define assim grupos como PCC e CV. Ele também mencionou que vai ampliar o sistema penitenciário, construir cinco novos presídios federais de segurança máxima e criar cerca de 500 mil vagas no sistema prisional em quatro anos.

O presidenciável defendeu ainda a redução da maioridade penal para 16 anos e a responsabilização criminal, a partir dos 14 anos, em casos de crimes graves. As propostas seguem a linha mais dura que o senador vem adotando desde o início da pré-campanha e dialogam diretamente com a principal bandeira do bolsonarismo.

O candidato voltou a mirar o STF. O plano de governo prevê limitar decisões individuais de ministros da Corte e restringir a atuação do Supremo ao papel constitucional que, na avaliação da campanha, deveria exercer. O documento ainda propõe mudanças nas regras de acesso ao tribunal, o fim do foro privilegiado para parlamentares e uma reforma do Judiciário. Flávio defende também o fim da reeleição para presidente da República. São propostas que exigiriam mudanças legislativas e, em alguns casos, alterações na Constituição, o que coloca o Congresso Nacional no centro da execução do programa caso o candidato seja eleito.

"Eu vou indicar homens e mulheres que serão contra o aborto e contra a liberação das drogas. Não vão perseguir adversário político e voltarão a respeitar a Constituição, dando segurança jurídica no nosso país."

Flávio mencionou a violência contra a mulher e prometeu medidas para combater feminicídios. A pauta faz parte de um esforço maior da campanha para reduzir a resistência entre o público feminino. As mulheres representam 53% do eleitorado, e a candidatura passou a dar maior espaço a propostas de saúde feminina, autonomia financeira, creches e proteção contra a violência. Com informações do Correio Braziliense.

Lula vai fugir do debate da Band?
Publicado em 17/08/2026 às 08:00

presidente Lula decidiu não participar do debate da TV Band, que acontecerá no próximo domingo. O martelo foi batido neste final de semana. A informação é da Folha de S. Paulo, confirmada por O Antagonista.

Lula afirmou a integrantes da campanha que haveria “falta de igualdade” de condições entre eles e os demais candidatos. A campanha petista avalia que o presidente da República será o único alvo do embate televisivo.

Outra reclamação do PT diz respeito aos participantes do debate. Para a sigla, deveriam ter sido convidados ao evento apenas os candidatos que cumprem a legislação eleitoral. Pela lei, é obrigatória a participação do candidato cujo partido tem pelo menos cinco integrantes no Congresso Nacional.

Por esse critério, nem Renan Santos (Missão) nem Augusto Cury (Avante) teriam direito de participar da sabatina.

Integrantes da Band ainda acreditam que podem convencer o presidente Lula a ir ao evento. Mas a expectativa, porém, é que Lula esteja presente apenas no debate da TV Globo e em sabatinas programadas por aliados políticos.

Lula foi convidado a participar da sabatina promovida pro O Antagonsita/G4 com todos os candidatos à Presidência da República, mas preferiu não ir ao evento. Até agora, esse foi o única ocasião após a homologação das candidaturas em que quatro dos cinco principais candidatos estiveram presentes.

Sem a participação de Lula, a expectativa é que Flávio Bolsonaro (PL) também não participe do debate. Na visão do PL, não faz sentido, ao menos por hora, estar em um evento sem a presença de Lula.

Na avaliação dos aliados de Flávio, se ele participar do debate, o senador ficaria vulnerável aos ataques dos demais candidatos da chamada “terceira via”.

Além disso, outro ponto que vem sendo avaliado pela campanha é que Flávio estaria muito próximo de conseguir uma vaga no segundo turno contra Lula e que deixá-lo exposto às críticas dos demais candidatos poderia comprometer essa margem de segurança. Com informações de O Antagonista.

Após ‘apagão’ no Instagram, Nikolas volta às redes e dá largada à campanha
Publicado em 17/08/2026 às 07:30

Após o “sumiço” de postagens em seu perfil no Instagram, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou neste domingo (16) o primeiro vídeo de sua campanha à reeleição.

O parlamentar também alterou a imagem de perfil na rede social.

“Estamos de volta. O próximo capítulo precisa ser ainda maior! Nikolas Ferreira – 2222”, escreveu o mineiro.

Um dia antes, diversas publicações do deputado haviam desaparecido de seu perfil, episódio que repercutiu nas redes sociais e levou o PL a se manifestar sobre o caso.

No vídeo, com pouco mais de dois minutos, Nikolas apresenta algumas das principais bandeiras que devem marcar sua campanha pela permanência na Câmara dos Deputados. Entre os temas abordados estão a inflação, a segurança pública e a liberdade de expressão.

Com forte presença digital, Nikolas utiliza o vídeo para reforçar pautas que têm ocupado espaço central em sua atuação política.