Felipe Carreras leva demandas dos municípios pernambucanos ao ministro da Saúde e discute regulamentação de suplementos
Publicado em 05/11/2026 às 09:10

O deputado federal Felipe Carreras se reuniu, nesta quarta-feira (4), com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para apresentar demandas dos municípios pernambucanos e O encontro também teve como pauta o projeto relatado pelo parlamentar que estabelece novas regras para a comercialização de suplementos alimentares no Brasil.

Durante o encontro, Carreras reforçou a importância de atuar junto ao Governo Federal para garantir os avanços na saúde dos municípios pernambucanos. Na pauta, a busca por novos recursos para ampliar a oferta de serviços, melhorar a estrutura das unidades e dar suporte às prefeituras.

Regulamentação dos suplementos alimentares

Outro tema importante da reunião foi o projeto de lei que estabelece novas regras para a produção, comercialização, fiscalização e publicidade de suplementos alimentares no Brasil.

A iniciativa, do deputado Felipe Carreras, busca ampliar a segurança dos consumidores, fortalecer os mecanismos de controle e rastreabilidade dos produtos e estabelecer medidas mais rigorosas contra a falsificação, a adulteração e a comercialização irregular de suplementos, inclusive pela internet.

Carreras, que tem atuado diretamente na construção da proposta na Câmara dos Deputados, também defendeu a valorização da orientação de profissionais de saúde e a importância de garantir informações claras e confiáveis aos consumidores.

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele
Publicado em 05/11/2026 às 09:00

Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde.

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Geraldo Pimenta Junior. Com informações da Agência Brasil.

Favelas perdem vegetação e avançam sobre áreas sujeitas a inundações
Publicado em 05/11/2026 às 08:00

A expansão das favelas brasileiras ocorreu à custa de áreas verdes e avançou sobre terrenos sujeitos a riscos ambientais. Em 40 anos, a área urbanizada dessas comunidades aumentou 150%, passando de 60,2 mil hectares, em 1985, para 151,7 mil hectares, em 2025. No mesmo intervalo, 77,6% dos territórios perderam pelo menos 10% da vegetação. O cenário é constatado por um levantamento do MapBiomas divulgado ontem, Dia Nacional das Favelas.

O crescimento foi superior ao registrado nas demais áreas urbanas do país. Enquanto a ocupação em favelas avançou 150%, a urbanização brasileira aumentou 132% — de 1,9 milhão para 4,4 milhões de hectares. A diferença também aparece no ritmo de expansão: embora o crescimento das cidades esteja desacelerando, as comunidades continuam avançando.

Segundo Julio Cesar Pedrassoli, coordenador do tema Urbano no MapBiomas, a redução da velocidade de expansão não ocorre na mesma proporção entre os diferentes territórios. "As favelas ainda crescem mais rápido do que as áreas urbanizadas fora delas", afirma.

O avanço da construção também modificou a paisagem dessas localidades. A disponibilidade de vegetação dentro dos perímetros urbanizados caiu aproximadamente 34% no período analisado. Em 1985, havia 0,060 hectare de cobertura vegetal para cada hectare construído. Quatro décadas depois, a proporção recuou para 0,040 hectare.

Fora das favelas, a tendência foi inversa: a disponibilidade de áreas verdes aumentou cerca de 10%. Os números mostram que a população dessas comunidades convive com uma presença proporcionalmente menor de vegetação, elemento importante para amenizar as temperaturas e reduzir os efeitos de eventos climáticos.

O levantamento identificou 12,3 mil favelas distribuídas por 651 municípios. Desse total, 9.895 já apresentavam alguma área urbanizada em 1985. Entre as comunidades que existiam naquele ano, 42,4% pelo menos dobraram de tamanho até 2025. Mais de 60% da área urbanizada atualmente nesses territórios surgiu depois do início da série histórica.

Outro aspecto relevante é a forma como ocorreu essa ocupação. Nas favelas, 54% da expansão avançou sobre áreas naturais. No restante do país, a principal origem da urbanização foi a conversão de pastagens, responsável por 38% da área incorporada às cidades. Em números absolutos, a transformação de vegetação natural em espaços urbanizados alcançou 49,5 mil hectares nas comunidades e 866,8 mil hectares nas demais áreas.

Para Julio Cesar Pedrassoli, os resultados reforçam a necessidade de incluir as favelas no planejamento urbano e nas políticas de adaptação às mudanças climáticas. A combinação entre ocupação acelerada, supressão de vegetação e localização em terrenos vulneráveis exige atenção do poder público para reduzir os riscos enfrentados pelos moradores.

Região Norte

A Região Norte concentra 27,9% de toda a área urbanizada em favelas, embora responda por apenas 9,4% da urbanização nacional. Manaus ocupa a primeira posição em extensão, com 10,5 mil hectares distribuídos por 235 comunidades.

No Distrito Federal, estão as três maiores favelas do país: 26 de Setembro, Sol Nascente e Morro da Cruz. Juntas, ocupam 25,6 km², conforme o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Sol Nascente também aparece entre as maiores comunidades brasileiras em número de moradores. Com aproximadamente 71 mil habitantes, ocupa a segunda posição nacional, atrás apenas da Rocinha, no Rio de Janeiro, que reúne 72 mil pessoas. Paraisópolis, em São Paulo, aparece em terceiro lugar, com 58 mil moradores.

A redução da vegetação tem consequências que ultrapassam a transformação da paisagem. Em áreas urbanas com até 10% de cobertura vegetal, a diferença média de temperatura da superfície chega a 5°C durante o verão. Nos locais com 80% de vegetação, o indicador cai para 1,1°C.

Em aproximadamente um quarto dos setores censitários urbanos analisados, a superfície das áreas construídas apresenta temperatura mais de 7°C superior à das regiões não urbanizadas do entorno. A diferença média nacional é de 2,73°C. Os indicadores consideram a temperatura da superfície, medida por satélite, e não a temperatura do ar.

A vulnerabilidade também aparece na ocupação de terrenos suscetíveis a desastres. Entre 1985 e 2025, a extensão urbanizada de favelas situadas em regiões com alta probabilidade de inundações aumentou 117%. A média anual passou de 3.741 hectares, no intervalo de 1985 a 1989, para 8.111 hectares entre 2020 e 2025. O Pará concentra a maior extensão de comunidades em regiões com suscetibilidade muito alta a inundações, com 2.059 hectares.

A análise também identificou mudanças na distribuição da iluminação artificial. Entre 2013 e 2025, a área com luz noturna detectável por satélite aumentou 37% no Brasil, um acréscimo de 1,7 milhão de hectares. O avanço foi 2,5 vezes mais rápido do que o crescimento da área urbanizada. O Sudeste concentra 40% da área iluminada identificada no território nacional, apesar de representar 11% da extensão do país.

Em Brasília, Jerônimo assina convênio para transferência da gestão da Hidrovia do São Francisco à Codeba
Publicado em 05/11/2026 às 07:55

Acordo firmado com o Ministério de Portos e Aeroportos delega à companhia a administração da hidrovia e estabelece ações de operação, manutenção e recuperação por 25 anos

A gestão da Hidrovia do Rio São Francisco passa a ser delegada à Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), após a assinatura de um convênio entre o Governo da Bahia e o Ministério de Portos e Aeroportos, nesta quarta-feira (4), em Brasília. A formalização, acompanhada pelo governador Jerônimo Rodrigues, estabelece as condições para qualificar a navegabilidade e a segurança do transporte fluvial, além de criar novas perspectivas para a retomada da navegação comercial e o escoamento da produção regional.

Com vigência de 25 anos, o acordo transfere à CODEBA a responsabilidade por atividades de administração, operação, manutenção, conservação e restauração da Hidrovia do Rio São Francisco (HN-500). A medida também abrange a Eclusa de Sobradinho e as Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4) incluídas no convênio.

O convênio fortalece a infraestrutura logística do estado e amplia as possibilidades de transporte de cargas pelo Rio São Francisco. Entre os produtos que poderão se beneficiar da retomada da navegação comercial estão frutas, grãos, algodão e insumos, com reflexos positivos para a circulação da produção e a integração econômica regional.

Na ocasião, o governador Jerônimo Rodrigues destacou o avanço representado pelo acordo e o papel da hidrovia na integração dos diferentes modais de transporte da Bahia. “Nossa expectativa é que, no segundo semestre de 2027, tenham início as intervenções previstas. Estamos trabalhando para integrar cada vez mais a logística da Bahia, conectando rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e também a hidrovia do São Francisco”, afirmou.

Infraestrutura aeroportuária

Na reunião com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, Jerônimo Rodrigues também tratou de melhorias na infraestrutura aeroportuária baiana. Entre os assuntos discutidos esteve a implantação de um sistema de desaceleração de aeronaves, conhecido como EMAS, na cabeceira 29 do Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus. A tecnologia contribui para aumentar a segurança operacional do terminal durante pousos e decolagens.

O NORDESTE NÃO É PALANQUE DE NINGUÉM. E O SEU POVO NÃO É OBRIGADO A APLAUDIR QUEM NÃO O REPRESENTA.
Publicado em 05/11/2026 às 07:30

Por Eduardo de Matos

O episódio envolvendo Jorge & Mateus, nos Réveillons de Fortaleza e Recife e o apoio político de Jorge a Flávio Bolsonaro revela algo que vai muito além de uma disputa partidária, o direito de um povo de expressar suas escolhas, seus valores e sua indignação.

Jorge tem todo o direito de manifestar suas preferências políticas. Pode apoiar Flávio Bolsonaro, fazer campanha contra o PT e defender publicamente suas convicções. Isso faz parte da democracia.

Mas existe uma outra liberdade que precisa ser respeitada, a do público que consome sua música, acompanha sua carreira e decide se deseja ou não recebê-lo em suas celebrações.

O que aconteceu em Fortaleza e no Recife foi uma demonstração de que o público não é apenas consumidor passivo de entretenimento. É também cidadão, tem opinião, memória e capacidade de mobilização.

A participação de Jorge em um encontro político de apoio a Flávio Bolsonaro, em Goiás, no dia 20 de outubro, e sua manifestação pública contra o PT provocaram uma reação expressiva nas redes sociais. A repercussão chegou às duas maiores festas de Réveillon do Nordeste.

E a reação popular precisa ser compreendida dentro desse contexto.

Não se trata de proibir um artista de pensar diferente, mas de reconhecer que suas escolhas públicas também produzem consequências. Quem sobe a um palanque político não pode exigir que o público ignore esse posicionamento quando chega a hora de subir ao palco de uma festa popular.

O NORDESTE NÃO É UM MERCADO SEM OPINIÃO

Existe uma questão simbólica e importante nesse episódio.

O Nordeste não pode ser visto apenas como uma grande praça comercial, onde artistas chegam para vender shows, ingressos, conquistar audiência e receber aplausos, sem considerar que o público também tem valores e posições políticas.

Somos uma região com identidade cultural, consciência política e uma história marcada por desigualdades, preconceitos e lutas por garantias e reconhecimento.

O povo nordestino não precisa pedir licença para manifestar sua insatisfação. Não precisa justificar seu direito de rejeitar uma atração musical. E muito menos aceitar que sua decisão seja tratada como intolerância simplesmente porque não corresponde à preferência de determinado artista.

O direito de Jorge apoiar quem quiser é exatamente o mesmo direito que o público tem de não querer sua apresentação em uma festa que considera sua.

A RESPONSABILIDADE DE QUEM TEM VISIBILIDADE

Também vale discutir o repertório que a dupla ajuda a popularizar.

Músicas como "Propaganda" e "Contrato", gravadas por Jorge & Mateus, foram objeto de análise acadêmica por reproduzirem elementos de machismo, posse e controle sobre a mulher.

Isso não autoriza afirmar que os integrantes da dupla sejam pessoalmente misóginos. Mas permite questionar a responsabilidade cultural de artistas que alcançam milhões de pessoas e ajudam a disseminar determinadas representações dos relacionamentos.

Da mesma forma, a entrevista de Jorge à revista Veja, em 2017, sobre a presença de homossexuais na música sertaneja merece ser lembrada e discutida, embora não constitua, isoladamente, prova de homofobia.

É importante não confundir crítica com acusação sem fundamento.

Também não há comprovação de que Jorge tenha feito as declarações xenofóbicas que circularam nas redes sociais contra os nordestinos. O próprio cantor negou essas afirmações.

A crítica que fazemos não precisa de notícias falsas para ter consistência.

O POVO DO RECIFE E DE FORTALEZA TOMARAM UMA DECISÃO QUE PRECISA SER RESPEITADA

As decisões dos dos gestores dessas duas capitais vieram depois de uma forte mobilização popular.

Inicialmente, o prefeito do Recife defendeu a manutenção da apresentação, argumentando que as diferenças políticas deveriam ser respeitadas. Posteriormente, diante da repercussão, reconheceu que já não havia ambiente adequado para a participação da dupla.

Fortaleza tomou decisão primeiro.

Não se trata de estabelecer uma lista de artistas autorizados ou proibidos de se apresentar no Nordeste. Trata-se de compreender que uma festa popular precisa representar e acolher o seu público.

Mesmo que as contratações fossem custeadas por patrocinadores privados, como informado pelas administrações municipais, isso não elimina a responsabilidade dos gestores pela programação e pelo ambiente de uma celebração pública pacifica e respeitosa.

A DEMOCRACIA TAMBÉM SE EXPRESSA NA ESCOLHA DE QUEM QUEREMOS OUVIR.

O episódio deixa uma mensagem para artistas, produtores e gestores públicos, o Nordeste não é território de submissão política, nem plateia obrigada a aplaudir qualquer pessoa que esteja no palco.

O povo nordestino tem lado quando se trata de defender sua dignidade, sua cultura, sua história e seu direito de escolha. E tem o direito de manifestar sua discordância, inclusive por meio de um boicote pacífico.

Não queremos censura. Não queremos perseguição política. Queremos respeito.

Jorge pode apoiar Flávio Bolsonaro. O público pode discordar, protestar e rejeitar sua presença nas festas. Uma coisa não anula a outra.

O que não podemos aceitar é que a liberdade de expressão seja reivindicada apenas para quem está no palco, enquanto se tenta deslegitimar a manifestação de quem está na plateia.

O NORDESTE TEM VOZ. E O POVO NÃO PRECISA PEDIR AUTORIZAÇÃO PARA SE POSICIONAR.

Eduardo de Matos - músico, empresário, doutor honoris causa em desenvolvimento Regional e observador histórico da política pernambucana

Câmara abre licitação para comprar 216 fogões, geladeiras e máquinas de lavar
Publicado em 05/11/2026 às 07:30

De olho na chegada dos novos deputados, a Câmara abriu licitação para a compra de 216 eletrodomésticos que serão destinados aos gabinetes funcionais da Casa. O pregão eletrônico prevê a aquisição de 96 máquinas de lavar roupa, 60 refrigeradores duplex e 60 fogões a gás.

O procedimento foi registrado como Pregão Eletrônico nº 252/2026, na modalidade Sistema de Registro de Preços (SRP), com base na Lei nº 14.133/2021, que estabelece as regras para licitações e contratos da administração pública.

De acordo com o sistema de acompanhamento de contratações, a disputa adota o critério de menor preço ou maior desconto e será realizada em modo aberto. Até o momento indicado na consulta, os três itens estavam com o status de aguardando abertura da sessão pública.

As especificações técnicas preveem que as máquinas de lavar tenham capacidade para 11 kg, abertura superior, cesto de aço inoxidável e cinco programas de lavagem. Os refrigeradores deverão ter capacidade de 400 litros, sistema Frost Free e classificação energética A no Selo Procel.

Já os fogões deverão ser de cinco bocas, em aço inoxidável, com forno autolimpante, timer e acendimento automático. Os equipamentos deverão ser novos e destinados ao primeiro uso.

O edital publicado nesta terça-feira estabelece que as empresas interessadas poderão apresentar propostas até 16 de novembro, às 10h. O orçamento da contratação foi mantido sob sigilo, de modo que não há, por enquanto, estimativa pública dos gastos previstos com os eletrodomésticos. Esse procedimento foi adotado durante a gestão Arthur Lira (PP-AL) e mantido por Hugo Motta (Republicanos-PB, foto).

Dos 513 deputados federais eleitos em 2026, 173 vão exercer seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Esse número representa uma taxa de renovação de 33,72% dos integrantes da Casa.

Essa é a menor taxa de renovação desde 1990, conforme informações do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). Com informações de O Antagonista.

Relator obediente a Lula se diz ‘surpreso’ com brutal aumento de impostos
Publicado em 05/11/2026 às 07:10

O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator de projetos que resultaram no mais brutal aumento de impostos da História, empurrado goela abaixo dos brasileiros, agora se diz “surpreso” com a alíquota de 11,3% da CBS, a Contribuição sobre Bens e Serviços. Governista radical e lulista de confiança, ele divulgava “estimativas” de “8,8% a 9,21%” da CBS. Tardiamente, quer “amplo debate” sobre o engodo que ajudou o governo Lula a arquitetar – e a oposição vê como confissão de incompetência. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Braga relatou no Senado da criação o novo sistema de tributação do consumo, substituindo PIS e Cofins pela CBS a partir de 2027.

Sob sua relatoria o Congresso aprovou as regras de transição e mecanismos que deram pretexto ao TCU para definir os tais 11,3%.

O Senado precisa fixar a alíquota até 15 de dezembro ou irá prevalecer o “cálculo” do TCU. Braga será relator. Os brasileiros já sabem o resultado.

Em Brasília, Múcio Angelim se reúne com senadora Teresa Leitão e articula melhorias para a saúde e agricultura de Parnamirim
Publicado em 05/11/2026 às 07:05

Dando continuidade à agenda de compromissos em Brasília, o prefeito de Parnamirim, Múcio Angelim, esteve reunido nesta quarta-feira (4) com a senadora Teresa Leitão, em mais uma articulação voltada à busca de investimentos e melhorias para o município. O encontro contou também com a participação do secretário municipal de Saúde, Iago Angelim.

Entre os principais assuntos discutidos esteve o projeto de ampliação e reforma do Hospital Municipal de Parnamirim, uma das prioridades da gestão. A proposta busca fortalecer a estrutura da unidade hospitalar, ampliar sua capacidade de atendimento e oferecer melhores condições de assistência à população.

Durante a reunião, Múcio também apresentou demandas relacionadas à agricultura, setor fundamental para a economia de Parnamirim e para a geração de renda das famílias que vivem no campo. O diálogo teve como objetivo buscar apoio para iniciativas que contribuam com o desenvolvimento rural e o fortalecimento da produção agrícola no município.

A agenda reforça a atuação do prefeito junto à bancada pernambucana no Congresso Nacional, buscando construir parcerias e viabilizar recursos para projetos considerados estratégicos para Parnamirim.

Com uma série de reuniões na capital federal, Múcio Angelim segue colocando as necessidades do município em pauta, especialmente em áreas que impactam diretamente a qualidade de vida da população.

A visita à senadora Teresa Leitão integra a agenda institucional do gestor em Brasília, marcada pelo diálogo e pela busca de novos investimentos para Parnamirim.

Mirella vai vetar Projeto que propõe mudanças no Sítio Histórico
Publicado em 05/11/2026 às 06:50

Gestora se reuniu com moradores e empreendedores do SHO

A prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), recebeu moradores, empreendedores e representantes de instituições da Cidade Alta para tratar, nesta quarta-feira (04/11), sobre o Projeto de Lei nº 44/2026, de iniciativa da Mesa Diretora da Câmara Municipal. A iniciativa propõe mudanças significativas nas regras do Sítio Histórico de Olinda.

"Acreditamos que qualquer mudança precisa ser construída com diálogo, participação popular e estudos técnicos que garantam a proteção do nosso patrimônio histórico e cultural.

Nossa posição é que o projeto seja vetado. Assim que recebermos oficialmente a proposta, ela será encaminhada para análise jurídica da Procuradoria da Prefeitura, para fundamentar os próximos passos", comentou Mirella.

A gestora destacou que também vai buscar diálogo com os vereadores, tendo o objetivo de apresentar as análises relativas ao projeto, para que eles mantenham o veto.

"Queremos uma Olinda que avance, mas com responsabilidade, planejamento e respeito à nossa história e à identidade que fazem da nossa cidade um patrimônio de todos nós", afirmou a prefeita.

Nordeste responde por 40,5% dos empregos formais criados no País em setembro
Publicado em 05/11/2026 às 06:45

Região registrou saldo de 49,1 mil vagas, com destaque para a indústria, que concentrou 36,4% dos novos postos de trabalho. Pernambuco liderou a geração de empregos

Recife (PE) – O Nordeste respondeu por 40,5% dos empregos formais criados no Brasil em setembro. A Região registrou saldo de 49.142 postos de trabalho, resultado de 337.409 admissões e 288.267 desligamentos. No País, foram abertas 121.305 vagas com carteira assinada, segundo informações da Coordenação de Estudos e Pesquisas da Sudene, com base Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas nesta quarta-feira (4). Os dados estão disponibilizados na plataforma Data Nordeste.

Pernambuco liderou o resultado entre os estados, com saldo de 13.371 postos de trabalho, seguido por Alagoas, com 11.110, e Bahia, com 9.626. Os três estados concentraram 69,3% das vagas abertas na Região. Todos os nove estados nordestinos apresentaram saldo positivo em setembro. Ceará registrou 5.156 novos empregos; Paraíba, 3.895; Sergipe, 3.668; Rio Grande do Norte, 879; Piauí, 783; e Maranhão, 654.

A indústria foi o principal destaque da economia nordestina no mês de setembro. O setor gerou 17.899 empregos, o equivalente a 36,4% do saldo regional. Os serviços também tiveram participação expressiva, com 15.193 novas vagas. Juntos, os dois setores responderam por 67,3% dos empregos criados no Nordeste.

A indústria de transformação foi responsável por 16.384 dos 17.899 empregos criados pelo setor industrial no Nordeste. O resultado representa 91,5% do saldo da indústria e confirma a importância desse segmento para o mercado de trabalho regional.

Alagoas liderou a geração de vagas industriais, com 7.980 postos, seguido por Pernambuco, com 5.890. Juntos, os dois estados responderam por 77,5% do saldo do setor. Bahia (2.055), Sergipe (1.203), Ceará (690), Paraíba (586), Rio Grande do Norte (133) e Piauí (85) também tiveram resultados positivos. O Maranhão foi o único estado com saldo negativo na indústria, com o fechamento líquido de 723 vagas.

No setor de serviços, as atividades relacionadas à Saúde Humana e a Serviços Sociais, com 4.257 novos postos, e Transporte, Armazenagem e Correio, com 2.667, tiveram destaque. Na primeira, a Bahia respondeu por 2.376 vagas, o equivalente a 55,8% do saldo registrado no Nordeste.

A construção abriu 5.556 vagas no Nordeste. Bahia (1.914) e Pernambuco (1.903) lideraram o resultado. O comércio registrou saldo de 5.430 postos, com destaque para Bahia (1.162), Pernambuco (971) e Maranhão (841).

A agropecuária também terminou o mês com saldo positivo, de 5.066 empregos. Pernambuco respondeu por 2.066 vagas, seguido por Alagoas (1.446) e Sergipe (1.136). Piauí e Bahia tiveram resultados negativos, com 424 e 704 postos a menos, respectivamente.

Os jovens

A faixa etária de 18 a 24 anos concentrou o maior saldo de empregos em setembro, com 24.299 novas vagas. O resultado representa quase metade do saldo regional. Também tiveram desempenho positivo os trabalhadores de 40 a 49 anos (7.740), de 30 a 39 anos (6.885) e de 25 a 29 anos (5.606). A única faixa com saldo negativo foi a de pessoas com 65 anos ou mais, que registrou 593 postos a menos.

Na análise por escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo lideraram a geração de empregos, com saldo de 28.996 vagas. Entre os demais níveis de instrução, destacaram-se os trabalhadores com até a 5ª série incompleta, com 5.963 postos, e aqueles com ensino médio incompleto e escolaridade entre a 6ª e a 9ª série do ensino fundamental, ambos com 3.494 vagas.

Os homens ocuparam 35.578 dos novos postos, enquanto as mulheres responderam por 13.564. Isso corresponde a 72,4% e 27,6% do saldo, respectivamente. A remuneração média dos homens admitidos foi de R$ 2.121,50, ante R$ 1.984,18 entre as mulheres. A diferença foi de R$ 137,32.

Acumulado do ano

De janeiro a setembro, o Nordeste acumulou saldo positivo de 261.643 empregos formais, o equivalente a 20,95% do resultado nacional. A média regional foi de aproximadamente 29,1 mil vagas por mês.

No terceiro trimestre, o saldo chegou a 127.846 postos de trabalho. Apesar do resultado positivo, houve recuo de 27% em relação ao mesmo período de 2025. A média mensal no trimestre foi de aproximadamente 42,6 mil empregos.

O recorte territorial também mostra a contribuição de áreas estratégicas para o desenvolvimento regional. Os municípios localizados na área de atuação da Sudene registraram saldo de 50.999 empregos em setembro, equivalente a 42% do resultado nacional. No Semiárido, foram criadas 12.285 vagas, enquanto os municípios situados no bioma Caatinga apresentaram saldo de 10.492 postos de trabalho.