Há cidades que se destacam pelo tamanho, pela riqueza ou pela influência política.
Monteiro, no coração do Cariri paraibano, destaca-se por algo mais raro: sua identidade. Por isso, sem exagero, pode-se afirmar que Monteiro é a capital da Paraíba.
Muito antes de o empreendedorismo se tornar uma palavra da moda, a cidade já cultivava essa vocação. Em 1930, meu avô, Inácio Feitosa, movido pela coragem e pela confiança no futuro, levou para Monteiro a primeira concessionária da Ford instalada no interior da Paraíba. Era a prova de que o desenvolvimento também poderia nascer no sertão.
Ao longo de sua história, Monteiro tornou-se a Princesa do Cariri, referência econômica, cultural e educacional para a região. Ganhou reconhecimento internacional pela renda renascença, revelou ao Brasil nomes como Flávio José, Pinto do Monteiro e Zabé da Loca, consolidou-se como polo da caprinocultura e da ovinocultura e foi a porta de entrada das águas do Rio São Francisco na Paraíba.
A cidade abriga importantes instituições de ensino, preserva a tradição da cantoria de viola, do cordel e do autêntico forró pé de serra, possui a maior extensão territorial do Estado e, cada vez mais, se afirma como um ambiente favorável à educação, à inovação e aos novos empreendimentos.
Essa vocação continua viva.
Dando sequência a essa tradição e fortalecendo o perfil de Monteiro como cidade do empreendedorismo cultural, terei a satisfação de ministrar, em parceria com o Rotary Club de Monteiro e com o Instituto Federal da Paraíba, no dia 17 de julho, o Curso de Empreendedorismo Feminino.
Serão disponibilizadas gratuitamente 50 vagas para mulheres empreendedoras. O encontro marcará também o lançamento do livro O Poder das Mulheres Empreendedoras – Como Criar um Negócio de Sucesso do Zero.
As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail contato@ejanacional.org.br
Durante os festejos juninos, Monteiro sediará o autêntico forró pé de serra. Não por acaso, a cidade é considerada um dos cinco principais destinos do São João da Paraíba, transformando cultura e tradição em desenvolvimento.
Quase um século depois de meu avô ter levado para Monteiro a primeira concessionária da Ford do interior paraibano, a cidade continua fazendo aquilo que sempre soube fazer: acreditar no futuro.
Foi assim em 1930. É assim em 2026.
Porque Monteiro tem luz própria.
E porque poucas cidades conseguem reunir, ao mesmo tempo, tradição, cultura, educação, empreendedorismo e identidade.
Por isso, Monteiro pode ser chamada, com justiça e orgulho, de capital da Paraíba.
Inácio Feitosa
Advogado, escritor e empreendedor