Um homem, de 41 anos, acabou detido no início da noite de sexta-feira (21/8) no Hipercentro de Belo Horizonte, após tentar comercializar o filho, de apenas 3 anos, pela quantia de R$ 10.
A ocorrência foi registrada na Praça Sete, um dos pontos de referência da Região Central da capital mineira e local onde se atribui ocorrer venda de materiais ilícitos e receptação.
De acordo com o registro da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o montante pretendido pelo suspeito tinha como finalidade a aquisição de entorpecentes. Diversos transeuntes que circulavam pela área presenciaram as abordagens em que o indivíduo oferecia a criança a quem passava.
Diante da situação, pedestres intervieram e contiveram o homem até a chegada das autoridades, enquanto outros comunicaram o fato aos agentes de uma base comunitária móvel que operava nas proximidades.
Como se comportou o suspeito?
Durante a movimentação, houve ainda pessoas que ofereceram suporte médico ao suspeito.
Ao ser abordado pelo efetivo policial, o suspeito confirmou ser o pai do menino e alegou não possuir familiares residentes na capital. Os militares constataram também que ele portava um aparelho celular de propriedade de sua irmã, moradora do estado do Espírito Santo.
O Conselho Tutelar foi acionado para intervir na ocorrência. O menino foi entregue aos cuidados de uma conselheira de plantão e, em seguida, transferido para uma instituição de acolhimento.
O homem foi conduzido à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), vinculada à Polícia Civil de Minas Gerais, para a formalização dos procedimentos legais.
O caso seguirá sob investigação das autoridades policiais e sob a supervisão dos órgãos responsáveis pela proteção integral à infância.
Venda de filho na Praça Sete
Abordagem: o suspeito ofereceu a criança de 3 anos a pedestres por R$ 10 no Centro de Belo Horizonte
Intervenção popular: pedestres contiveram o homem até a chegada da polícia e acionaram os militares da base móvel
Atuação policial: os militares confirmaram a paternidade e apreenderam o celular da irmã do investigado
Acolhimento da vítima: o Conselho Tutelar recebeu o menino e o encaminhou para uma instituição de proteção
Encaminhamento do suspeito: o homem foi conduzido à Depca da Polícia Civil para a formalização do flagrante
Proteção para crianças
Acionamento de emergência: ligar para o 190 ao presenciar situações flagrantes de violação contra menores
Conselho Tutelar: procurar a unidade regional para suporte e aplicação de medidas de proteção integral
Disque 100: utilizar o serviço telefônico gratuito e anônimo de âmbito nacional para denúncias de abusos
Bases comunitárias: solicitar auxílio imediato a postos policiais fixos ou móveis em áreas urbanas
Polícia Civil: registrar ocorrências em delegacias especializadas como a Depca
Com informações do Correio Braziliense.