Artigo - O minúsculo Rafael Prequé
Publicado em 10/10/2026 às 16:30


Deve ser difícil ser Rafael Prequé. O camarada passou os últimos dois anos tentando desesperadamente aparecer. Produziu vídeos sensacionalistas, invadiu repartições públicas, maltratou servidores, inventou conteúdo e distorceu informações, sempre na tentativa de rivalizar com a atual gestão. Rafael não tem estatura para isso.

Na busca por assunto, chegou a divulgar uma discussão privada em que foi xingado e desafiado. Faltou assunto? Vai o próprio constrangimento mesmo. Afinal, quando aparecer vira a finalidade do mandato, até passar vergonha rende conteúdo.

Depois de tanto esforço para aparecer, Rafael encolheu nas urnas: os 7.400 votos para deputado federal em Gravatá que obeteve em 2014, caíram para 5.623 na disputa pelo mesmo cargo em 2026 — uma perda de 1.777 votos, quase 24%. Doze anos, um mandato de vereador e uma coleção de vídeos depois, ficou abaixo do resultado que obteve como vice-prefeito da gestão que acabaria sob intervenção estadual. Na época, carregava o desgaste da administração. Agora, produz o próprio.

A queda não tem uma causa única, mas expõe o fracasso da estratégia: tanta encenação para demonstrar força, e a votação encolheu. Rafael, talvez seja hora de esticar o pescoço e enxergar além desse muro de certezas. Se continuar confundindo exposição com grandeza política, corre o risco de passar de minúsculo a microscópico.

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