O cenário político envolvendo o presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde, Luciano Pacheco, ganha novos desdobramentos e amplia a pressão institucional sobre o parlamentar.
Novas comprovações de atuação profissional foram apresentadas e reforçam as acusações de exercício da advocacia em situação de incompatibilidade com o cargo de Presidente da Câmara de Arcoverde.
Além da comprovação de atuação em sessão do júri na 4.ª Vara Criminal de Nova Iguaçú – RJ, em abril de 2025, há registros de que Luciano Pacheco também teria atuado como advogado no 30 de Julho do mesmo ano na Vara Única da Comarca de Itaíba, e em fevereiro de 2026 na Segunda Turma Câmara Regional do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, o que amplia o conjunto de elementos sob análise e fortalece a denúncia.
Diante da gravidade da questão, foi apresentada representação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra Luciano Pacheco. A peça aponta infração disciplinar decorrente do exercício da advocacia, em desacordo com o que estabelece a legislação vigente.
A denúncia tem como base o artigo 28, inciso I, da Lei Federal nº 8.906/94, que veda o exercício da advocacia para membros da Mesa do Poder Legislativo, condição que inclui o presidente da Câmara.
Com a formalização da representação, Luciano Pacheco deverá ser investigado e julgado pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB Pernambuco. Entre as possíveis consequências está a suspensão do registro profissional.
O caso representa mais um revés para Luciano Pacheco, que já enfrenta um pedido de cassação de mandato na Câmara de Arcoverde. O processo já avançou, com a formação de uma comissão julgadora, definida por sorteio realizado na última segunda-feira.
A representação demonstra a reincidência do vereador, pois no ano de 2010, quando ocupou pela primeira vez a Presidência da Câmara, o mesmo foi representado na OAB pelo exercício ilegal da advocacia, de modo que foi requerido ao Conselho da Ordem dos Advogados, o licenciamento do ofício do vereador, a instauração de processo ético disciplinar, com aplicações de sanções administrativas, sem prejuízo da apuração no aspecto penal pela prática do exercício ilegal da profissão, além do reconhecimento da nulidade dos atos processuais praticados pelo advogado Luciano Pacheco desde 01 de Janeiro de 2025, quando o mesmo assumiu a Presidência da Câmara de Arcoverde.
Diante dos novos fatos, a situação do presidente da Câmara se torna ainda mais delicada com avanço das investigações no âmbito legislativo e também na esfera da Ordem dos Advogados do Brasil.