Ministro das Comunicações diz que satélite brasileiro levou mais internet a serviços essenciais no país
Publicado em 22/05/2026 às 07:57


O Brasil passou por uma transformação digital nos últimos 13 anos após tomar a decisão de construir e lançar seu primeiro satélite 100% controlado pelo país. Com essa constatação, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, levou ao evento Brasil no Espaço: Sustentabilidade e Soberania Digital (Viasat), realizado nesta quarta-feira (20), em Brasília, o debate sobre investimentos em tecnologia para ampliar o acesso à internet em serviços essenciais e nos lares dos brasileiros.


“Na década passada, o Brasil tomou uma decisão estratégica ao desenvolver e lançar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o SGDC, com estações de controle e comunicação em território nacional. Essa decisão respondeu a um momento histórico e fortaleceu a capacidade brasileira de atuar em comunicações críticas”, iniciou o ministro.


Após 13 anos da assinatura do contrato entre a Telebras, vinculada ao Ministério das Comunicações, e a Visiona, para o desenvolvimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1), o país já apresenta inúmeros avanços. A tecnologia segue tendo papel importante no ecossistema nacional de comunicação satelital. Em resumo, trata-se de uma grande rede de pessoas, empresas, leis e equipamentos que trabalham juntos para fazer a internet e os sinais de satélite funcionarem de forma eficiente no Brasil.


Frederico de Siqueira Filho disse que o SGDC-1 garantiu mais internet e conectividade em áreas de difícil acesso, reforçando que a tecnologia deixou de ser uma infraestrutura distante para se tornar essencial na conectividade do dia a dia das pessoas, na prestação de serviços, na segurança e na soberania nacional, ao permitir que o país tenha domínio sobre sua própria tecnologia de comunicação no espaço. Entre os avanços destacados pelo ministro está um dos programas de maior impacto do governo federal.


“A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas ajuda a traduzir esse raciocínio. O Brasil ultrapassou a marca de 100 mil escolas de educação básica conectadas, das quais mais de 12 mil utilizam conexão satelital. São locais onde a fibra óptica ainda não chegou com qualidade e onde a comunicação por satélite se tornou a solução mais viável para garantir a presença do Estado”, disse o ministro ao destacar que parte das escolas em áreas remotas passou a ter acesso à internet graças ao satélite SGDC-1.


O evento reuniu os principais tomadores de decisão, reguladores e investidores do mercado de telecomunicações e foi um importante espaço para debater o futuro da conectividade via satélite no país. Durante o debate, o ministro falou sobre o desafio atual do governo de construir políticas e regulações que aproveitem esse dinamismo sem sufocar a inovação e a ampliação da cobertura.


Soluções multi-órbitas


O ministro das Comunicações defendeu uma política pública moderna de telecomunicações que considere soluções multi-órbitas, combinando diferentes tecnologias conforme a necessidade de cada setor. Ele pontuou que comunicações militares e de defesa exigem soberania plena e segurança máxima; por outro lado, o fluxo de dados voltado à inclusão social demanda foco em viabilidade econômica e sustentabilidade de longo prazo.


Ao projetar os próximos passos da conectividade no Brasil, Frederico de Siqueira Filho apontou a comunicação direta entre dispositivos e satélites (tecnologia Direct-to-Device ou D2D) como a próxima grande mudança estrutural. A tecnologia permitirá que aparelhos celulares comuns se conectem diretamente a redes satelitais em áreas sem cobertura de antenas terrestres.


“Em um país continental como o Brasil, com florestas, áreas rurais, rodovias extensas, fronteiras e comunidades isoladas, essa possibilidade tem impacto direto na segurança, na inclusão, na resposta a emergências e na integração nacional”, concluiu o ministro, reforçando o papel do Ministério das Comunicações no diálogo com a indústria, a academia e o setor privado para que a inovação satelital se converta em benefício concreto para a população brasileira.

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