Felipe Carreras rebate Edson Vieira e diz que PSB segue lutando pelo Polo de Confecções
Publicado em 02/06/2026 às 20:29


Em entrevista à Rede Pernambuco de Rádios e ao Blog do Alberes Xavier, diretamente de Brasília, o deputado federal Felipe Carreras (PSB) rebateu críticas da oposição sobre a atuação da bancada pernambucana nas discussões envolvendo a chamada “taxa das blusinhas” e afirmou que o grupo segue trabalhando em defesa do Polo de Confecções do Agreste.

A declaração foi uma resposta às críticas feitas pelo deputado Edson Vieira, que acusou lideranças do PSB de terem anunciado uma solução para o setor sem que houvesse resultados concretos. Carreras negou qualquer promessa definitiva e afirmou que o trabalho sempre foi pautado pela transparência. “Se tem uma coisa que a gente não faz, não é um traço nosso, é mentir para o povo. A gente sempre disse que estava lutando pelo Polo de Confecções e continua lutando”, declarou.

Segundo o parlamentar, as articulações junto ao vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin incluíram discussões sobre a taxação das importações, medidas antidumping e a proteção da indústria nacional. Carreras destacou como uma das conquistas recentes a manutenção da tributação sobre tecidos importados da China. “A gente teve a celebração de um grande resultado para não ter aumento de imposto. Conseguimos manter o mesmo valor e defender a indústria nacional”, afirmou.

O deputado também aproveitou a entrevista para destacar investimentos e projetos em andamento em Santa Cruz do Capibaribe. Entre as ações citadas estão a construção do Centro de Convenções, a implantação do Instituto Federal, obras de pavimentação, o pórtico de entrada da cidade e iniciativas voltadas para a cadeia produtiva da moda. “Já são cerca de R$ 73 milhões conquistados para Santa Cruz. Tem muita ação e muita coisa boa para falar da cidade”, ressaltou.

6x1

Questionado sobre a aprovação do projeto que prevê o fim da escala 6x1, Carreras confirmou voto favorável à proposta e defendeu a medida como um avanço para os trabalhadores. Ao mesmo tempo, ponderou que alguns segmentos econômicos precisarão de atenção especial para absorver as mudanças. “Eu votei a favor do fim da escala 6x1. O que a gente não pode arriscar é enxergar qualquer tipo de setor perdendo emprego. O governo precisa olhar para os setores mais impactados e ajudar com incentivos”, afirmou.

Para o parlamentar, a discussão deve seguir no Senado com responsabilidade e diálogo entre trabalhadores, empresários e poder público. “Sempre que surge uma medida em benefício do trabalhador existe resistência inicial. O importante é garantir direitos sem comprometer a geração de empregos”, concluiu.

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