Romero Albuquerque quer acabar com venda de fogos com barulho em Pernambuco
Publicado em 18/06/2026 às 15:58


Proposta amplia a lei de 2016, protege animais e pessoas sensíveis ao barulho e mantém liberadas as festas tradicionais feitas com fogos de vista, sem explosão.

O deputado estadual Romero Albuquerque apresentou na Alepe o projeto de Lei nº 4.211/2026, que proíbe a venda, a comercialização, o armazenamento e o transporte de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso, fogos de estampido, em todo o território do estado.

A medida altera a Lei nº 15.736/2016, que hoje proíbe apenas a queima e a soltura desses artefatos. Na prática, a legislação atual não impede que os fogos continuem sendo vendidos e circulando livremente. O novo projeto fecha essa lacuna ao atacar toda a cadeia de comercialização, dando muito mais efetividade à proteção da população e dos animais.

O QUE MUDA:

Ficam proibidos, em todo o estado, a venda, a comercialização, o armazenamento e o transporte de fogos das classes C e D (de efeito sonoro ruidoso com estampido). As penalidades vão de advertência e multas a partir de R$ 1.000,00 até R$ 5.000,00 para empresas, com cassação do alvará em caso de reincidência. Comerciantes terão 180 dias para destinar os estoques, e a lei passa a valer 120 dias após a publicação. A venda já é proibida em outros estados, como Alagoas.

O projeto mantém autorizados os fogos que produzem efeitos visuais sem estampido e os artefatos de baixa intensidade sonora. Ou seja, as manifestações culturais, as festas juninas e as celebrações tradicionais continuam acontecendo normalmente, só que sem o barulho que machuca.

"Festa boa é a que não deixa ninguém com medo. Os animais não têm como entender de onde vem aquele barulho, então eles fogem, se ferem, surtam e muitas vezes morrem de pavor. Dá para celebrar o São João e o fim de ano com toda a beleza dos fogos, sem transformar a alegria de uns no terror de outros. É disso que trata este projeto.", o autor defende.

O impacto dos fogos também atinge pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), idosos, crianças, enfermos, pessoas acamadas e indivíduos com hipersensibilidade auditiva, que podem ter crises de ansiedade, pânico e desorientação.

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