“O Brasil poderá ser o grande protagonista na divulgação e na disseminação dessa nova tecnologia para a América Latina”, defendeu o ministro das Comunicações em live sobre a TV 3.0
Publicado em 01/07/2026 às 19:35


Evento online promovido pela EBC, voltado a jornalistas e influenciadores, apresentou a implementação da nova geração da televisão aberta no país, também conhecida como DTV+

A implementação da TV 3.0 está alinhada à transformação digital do Brasil, e o acesso à nova geração da televisão aberta já começou a se tornar realidade em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. As funcionalidades da chamada DTV+ foram apresentadas durante evento online promovido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) nesta quarta-feira (1º).

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, participou do debate e destacou que, assim como aconteceu na migração da TV analógica para a digital, o “Brasil poderá ser o grande protagonista na divulgação e na disseminação dessa nova tecnologia para a América Latina”.

A live reuniu jornalistas e influenciadores com o objetivo de contextualizar a evolução da televisão no Brasil até a chegada da TV 3.0, além de detalhar o papel da EBC no desenvolvimento da nova tecnologia desde 2023.

“As emissoras estão se estruturando para essa nova realidade, e a EBC larga na frente por entender a importância dessa reinvenção e desse novo papel como responsável pela Plataforma Comum, principalmente em relação aos serviços públicos”, afirmou o ministro Frederico de Siqueira Filho.

A EBC, operadora da chamada Plataforma Comum da DTV+, é responsável por administrar a infraestrutura compartilhada que permitirá a oferta de aplicativos, serviços interativos e recursos digitais. Esse ambiente reunirá os canais geridos pela EBC, como a TV Brasil, o Canal Gov, o Canal Educação e o Canal Saúde, além do Tela Brasil e de serviços do Gov.br.

O secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, João Brant, destacou que a plataforma foi definida em decreto e concebida como parte da comunicação pública, reunindo todas as TVs públicas e também serviços públicos.

“A plataforma vai ter uma lógica editorial. No momento do Enem, por exemplo, o que precisamos passar de informação? Serão serviços segmentados, pensando no cidadão como alguém que recebe o serviço em casa, o que é um direito dele”, frisou Brant.

Para a presidente da EBC, Antonia Pellegrino, a TV 3.0 redefine o papel institucional da empresa, criada há 18 anos com a missão de oferecer acesso à comunicação pública de qualidade.

“Com este novo momento, devemos falar em uma redefinição da EBC para que ela se torne uma infraestrutura que une o que já estávamos acostumados a consumir na televisão e na internet. Agora, com mais interatividade, mais serviços e mais inclusão digital”, reforçou.

Antonia Pellegrino explicou que a Plataforma Comum será um hub de canais federais que garantirá aos brasileiros acesso à cultura, à saúde e à comunicação pública por meio do eletrodoméstico mais popular do país: a televisão.

“E, para acessar, não será necessário fazer login. Tudo seguirá as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados”, completou.

Segundo o ministro Frederico de Siqueira Filho, essa inovação da radiodifusão só é possível graças às parcerias que viabilizam as políticas públicas de inclusão digital.

“São mais serviços públicos para o cidadão, mais internet, mais infraestrutura e mais inclusão digital no país, especialmente nas áreas mais remotas. A beleza do nosso trabalho é que ele impacta diretamente a vida das pessoas”, destacou.

Como vai funcionar

Durante a live, o diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC, Bráulio Ribeiro, apresentou as funcionalidades da TV 3.0 e reforçou que, para acessar a tecnologia durante este período experimental, será necessário adquirir um conversor.

“Na TV 3.0, os canais se tornam aplicativos de televisão, e aqueles que ainda utilizam a tecnologia anterior continuam funcionando, sem qualquer interação do telespectador”, explicou.

Ainda em fase de testes, Bráulio demonstrou os recursos de enquetes disponíveis no canal da TV Brasil. Também apresentou serviços do governo que poderão ser acessados pela plataforma, como a localização do estabelecimento credenciado ao Farmácia Popular mais próximo da residência do cidadão. Além disso, mostrou conteúdos sob demanda, como o Tela Brasil, plataforma pública de streaming.

“Estamos falando de uma mudança na televisão, em que o telespectador deixa de ser passivo para participar da experiência. Muitas outras novidades chegarão com o tempo”, frisou.

O secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Wilson Wellisch, acrescentou que este é apenas o começo de um processo de inovação.

“A TV 3.0 é muito mais do que qualidade de som e imagem. Começamos as transmissões agora, já temos algumas experiências com a Plataforma Comum, mas novas opções e ferramentas serão incorporadas para que o usuário aproveite cada vez mais essa poderosa tecnologia”, finalizou.

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