Banco do Nordeste prevê R$ 12,5 bilhões para o Plano Safra
Publicado em 01/07/2026 às 21:19


O superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural do Banco do Nordeste, Luiz Sérgio Farias Machado, anunciou que a instituição prevê aplicar R$ 12,5 bilhões no Plano Safra 2026/2027 em toda a região Nordeste, sendo cerca de R$ 1,5 bilhão destinado ao Ceará. A declaração foi dada nesta quarta-feira (1º), durante o lançamento do estudo "Agroamigo: Impactos Socioeconômicos na Agricultura Familiar", em Fortaleza. O evento contou com a cobertura do Blog do Alberes Xavier e da Rede Pernambuco de Rádios.

Segundo o superintendente, o novo Plano Safra traz mudanças importantes para ampliar o acesso ao crédito. Entre as novidades está a possibilidade de financiar até dois jovens da mesma família, com crédito de até R$ 16 mil para cada um — o dobro do limite anterior. Também foi criada uma linha de financiamento de até R$ 10 mil para reforma de banheiros e moradias, com prazo de pagamento de cinco anos, além da redução das taxas de juros em todas as linhas de crédito.

Luiz Sérgio destacou que o Banco do Nordeste encerrou o último Plano Safra com resultados históricos. Foram R$ 12 bilhões aplicados por meio de aproximadamente 850 mil operações de crédito, desempenho atribuído ao programa Agroamigo, que oferece crédito orientado aos agricultores familiares.

"O agente de crédito vai à comunidade, atende o cliente, elabora gratuitamente a proposta e acompanha o produtor antes e depois da contratação. Isso garante um crédito sustentável, que gera renda, emprego e desenvolvimento", afirmou.

Ao comentar as expectativas para o novo ciclo, o superintendente lembrou que o banco saiu de R$ 4,5 bilhões em aplicações no Plano Safra 2022/2023 para R$ 12 bilhões no ciclo 2025/2026. A meta inicial é alcançar R$ 12,5 bilhões, mas a expectativa é ultrapassar a marca de R$ 13 bilhões até o fim da safra.

Para Luiz Sérgio, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) desempenha papel estratégico para a economia brasileira, especialmente no Nordeste, onde está concentrada metade dos agricultores familiares do país. Segundo ele, o segmento é responsável por grande parte da produção de alimentos consumidos pela população.

"São os agricultores familiares que garantem boa parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. Cerca de 85% do leite produzido na região e 65% do feijão consumido diariamente vêm da agricultura familiar. É um trabalho que merece reconhecimento e continua sendo fundamental para o desenvolvimento econômico e para a segurança alimentar do país", concluiu.

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