Simepe e Cremepe constatam superlotação e irregularidades em nova fiscalização no Hospital Dom Malan, em Petrolina
Publicado em 06/07/2026 às 15:16


Dois dias após a última visita realizada no Hospital Regional Materno Infantil Dom Malan, localizado em Petrolina, no Sertão do Estado, o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco (Cremepe) retornaram à unidade para reavaliar as condições de funcionamento dos serviços e acompanhar a situação enfrentada por profissionais e pacientes. Representando o Simepe, participaram da visita a presidente Carol Tabosa e os diretores Robson Miranda e Rodrigo Rosas. Pelo Cremepe, esteve presente a vice-presidente Claudia Beatriz.

Na ocasião, foram constatadas superlotação e irregularidades em setores considerados estratégicos para a assistência materno-infantil, como a triagem obstétrica, o pré-parto e o bloco cirúrgico. Todos os ambientes vistoriados estavam operando acima da capacidade de atendimento, cenário que preocupa as entidades por comprometer a segurança da assistência, aumentar a sobrecarga das equipes médicas e dificultar o adequado fluxo de atendimento às pacientes. Além disso, durante a visita, foi constada a permanência de escala desfalcada com risco de agravamento do plantão subsequente.

Para a presidente do Simepe, Carol Tabosa, a situação exige respostas rápidas e efetivas por parte da gestão da unidade. “Encontramos um cenário que merece atenção imediata. A superlotação e o funcionamento dos setores acima da capacidade colocam em risco a qualidade da assistência prestada à população e impõem uma sobrecarga ainda maior aos profissionais de saúde. Nosso compromisso é acompanhar de perto essa situação e cobrar as medidas necessárias para que pacientes e médicos tenham condições dignas e seguras de atendimento e de trabalho”, afirmou a presidente.

Diante das irregularidades verificadas, Simepe e Cremepe darão continuidade às tratativas junto à direção do Hospital Dom Malan. A situação será discutida em uma reunião na próxima semana com o Instituto Religioso das Medianeiras da Paz (IRIMEP), responsável pela gestão da unidade. O Simepe reforça que seguirá monitorando o caso e cobrando providências para que as inconformidades sejam corrigidas com a urgência que o cenário exige. A atuação reafirma o compromisso com a defesa do exercício ético da medicina, das condições adequadas de trabalho e da garantia de uma assistência segura e de qualidade para a população.

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