Zema diz que cortará Bolsa Família de quem não aceitar proposta de emprego
Publicado em 08/07/2026 às 15:33


O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou, nesta quarta-feira (8/7), que pretende suspender o pagamento do benefício do Bolsa Família daqueles que recusarem seguidas propostas de emprego. A fala ocorreu em evento em Brasília promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo Zema, tal medida é necessária para que o país não continue vendo “imprestáveis” crescerem. “Além de ter essa obrigação de aceitar um emprego na terceira proposta, enquanto ele não estiver trabalhando, ele terá necessariamente de concluir o Ensino Fundamental — se não o tiver — e também concluir o Ensino Médio ou o Ensino Profissionalizante. Se o Estado está pagando, o Estado pode exigir”, afirmou.

Questionado por jornalistas sobre a viabilidade da proposta, Zema disse que pretende utilizar a tecnologia para possibilitar esse controle dos cadastrados no Bolsa Família. Além disso, também detalhou que a medida abarcaria aqueles beneficiários que não precisam cuidar de filhos ou de idosos e que, a princípio, estariam disponíveis para trabalhar. “Além de obrigar a pessoa a trabalhar até a terceira proposta de emprego, eu quero que ela ainda receba um bônus de R$ 5 mil por incentivo”, explicou.

Lula e o tarifaço norte-americano

Ainda durante o evento, o presidenciável relacionou as medidas tarifárias norte-americanas aos posicionamentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Hoje nós temos um presidente que critica o dólar, se aproxima de Cuba, da Venezuela, do Irã, países conhecidamente anti-americanos. Os Estados Unidos são um grande mercado do Brasil e esse tarifaço que está aí, com toda certeza, tem muito a ver com esse tipo de posicionamento.”

Além disso, o mineiro criticou a forte relação comercial brasileira com a China, alertando para uma possível dependência, e defendeu que o Brasil expanda as vendas para outros países ao redor do mundo. “Nós tínhamos que pulverizar a nossa venda, temos de atender bem a China, os Estados Unidos e todos os países”, pontuou.

Voltado para o cenário interno, Zema criticou as altas taxas de juros que dificultam que empresas atuem no Brasil e avaliou que as estatais são, somente, “para fazer politicagem, distribuir favores, dar cargos e apadrinhar”. “As estatais que eles falam que são estratégicas, são sim, mas só para os políticos fazerem politicagem. E, comigo, não vai ter estatal que seja sagrada, eu quero privatizar tudo”, completou.

STF

Zema também afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro está “cheio de frutas podres”. Segundo ele, se eleito, ele alteraria as regras de nomeação de ministros, com idade mínima de 60 anos e impossibilidade do presidente nomear pessoas muito próximas. Por fim, acabaria com as decisões monocráticas, ou seja, aquelas proferidas por um único magistrado. Com informações do Correio Braziliense.

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