Presidente da China, Xi Jinping, rejeita interferência dos EUA nas eleições brasileiras e presta apoio a Lula
Publicado em 27/07/2026 às 08:29


O presidente da China, Xi Jinping, declarou ao presidente Lula seu apoio ao Brasil diante das tentativas de interferência do governo Trump nas eleições brasileiras.

Em conversa telefônica na noite de domingo (26), Xi "rejeitou a interferência externa" no processo eleitoral brasileiro e disse estar pronto para apoiar o governo Lula, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.

Na conversa, Xi e Lula também falaram sobre fortalecer a coordenação estratégica bilateral e multilateral entre os dois países, além da aceleração das negociações para um acordo entre o Mercosul e a China, ainda segundo a agência chinesa.

Xi Jinping enfatizou que, diante das novas circunstâncias e desafios, a China e o Brasil, como membros importantes do Sul Global, devem se posicionar firmemente ao lado da justiça histórica e do progresso da civilização, desempenhando um papel construtivo ainda maior na reforma e no aprimoramento do sistema de governança global e na defesa da equidade e da justiça internacionais.

Segundo o presidente da China, "o país valoriza profundamente o status internacional e a importante influência do Brasil, apoia o país na salvaguarda de sua soberania e independência, opõe-se à interferência externa e contribuirá para a manutenção da paz e da estabilidade regional e global".

Lula afirmou que o Brasil e a China têm feito progressos positivos na construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável, com rápido desenvolvimento na cooperação em diversas áreas e o comércio bilateral atingindo um novo patamar.

De acordo com uma nota divulgada pelo governo Lula, os líderes trataram da implementação das sinergias entre os projetos nacionais de desenvolvimento dos dois países. Ambos reiteraram o propósito compartilhado de ampliar a cooperação em áreas estratégicas e de alta tecnologia, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.

Com informações do g1.

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