Dino fala em ‘agressões e injustiças’ após operação contra fonte de jornalista
Publicado em 13/08/2026 às 19:00


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (13) que sua função como juiz o impede de participar com frequência de debates públicos e o obriga a “suportar calado agressões e injustiças”.

A declaração ocorre dois dias após uma operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes contra Raimundo Cutrim, apontado pela Polícia Federal como fonte do jornalista Luís Pablo.

Em publicação nas redes sociais, Dino afirmou que também precisa assistir ao que classificou como “distorções monumentais quanto a fatos” e “interpretações absurdas”. Segundo o ministro, sua biografia e sua atuação profissional são sua principal defesa.

A operação contra Cutrim foi realizada na terça-feira (11). Moraes também autorizou buscas contra Diogo Diniz Lima, ex-secretário de Urbanismo e Habitação de São Luís. Segundo a investigação, Lima teria realizado um pagamento de R$ 100 mil ao jornalista para a quitação de um imóvel. Luís Pablo nega que o valor tenha relação com reportagens.

Luís Pablo já havia sido alvo de busca e apreensão em março, em investigação relacionada a reportagens sobre o uso irregular de veículos oficiais por Dino. A nova operação provocou críticas de entidades ligadas à imprensa, que apontaram violação do sigilo da fonte.

Previsto no artigo 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, o sigilo da fonte assegura a jornalistas o direito de preservar a identidade de quem fornece informações. A garantia, contudo, não impede investigações sobre obtenção ou divulgação de informações. Com informações do Diário do Poder.

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