“Com o PT, o escândalo nunca é ponto fora da curva”, diz Marinho
Publicado em 20/08/2026 às 19:30


O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL), aproveitou nesta quinta-feira, 20, as recentes reportagens envolvendo o suposto tráfico de influência do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para criticar os métodos do PT.

“Com o PT, o escândalo nunca é ponto fora da curva. É método: aparelhar o Estado, proteger os seus e usar o poder para sufocar a verdade. Lula comanda um governo que confunde República com propriedade partidária”, escreveu o parlamentar no X.

“O Brasil precisa romper esse ciclo antes que ele engula o país”, acrescentou.

Roberta conversou com Lula?

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) revelam que Roberta mantinha uma sociedade oculta com Lulinha e o amigo Fernando Bittar, um dos proprietários do famoso sítio de Atibaia.

A revista Veja divulgou trechos de conversas entre Roberta e o empresário Gustavo Gaspar, nas quais ela reforça sua proximidade pessoal e comercial com o filho de Lula (PT).

Em uma delas, a lobista diz ter conversado com o presidente da República.

Eis um dos diálogos:

Roberta Luchsinger: “Sabe, fui das poucas pessoas que o Lula chamou e perguntou: Escolhe onde você quer ficar”.

Gustavo Gaspar: “Aquela empresa é para dar resultado”

Roberta: “Eu disse: onde eu tô. Na minha sociedade com Fábio e Fernando”

Gustavo: “Um cara fod# da Faria Lima. Próximo de vocês”

Roberta: “Tô em cargo nenhum e ando onde eu quero.”

Roberta: “Fefe, Fábio e eu somos uma coisa só. Se um fala vai, todos vão. A gente é mesmo irmão, sabe.”

“Fábio não faz nada. Ele só entra em campo quando precisa. Tem que se preservar”, finalizou a conversa.

Grupo “Musaranhos”
A proximidade entre Roberta, Bittar e Lulinha fica ainda mais evidente em um grupo de WhatsApp chamado “Musaranhos”.

Segundo a PF, a trinca mantinha conversas sobre negócios envolvendo o governo, especialmente para ter influência junto ao Ministério da Saúde.

Musaranho é um mamífero que se parece com um rato. Lulinha e Bittar eram os “Musos”, enquanto Roberta era a “Musa”.

“Convém indicar que Fabio Luis Lula da Silva aparece reiteradamente no material analisado como figura de elevada relevância mesmo que adote postura de menor exposição nas tratativas. As comunicações indicam que Fabio é mencionado por Roberta Luchsinger como referência decisória nos projetos discutidos”, diz o relatório policial.

Canabidiol
A minuta de contrato enviada pela lobista Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT), continha um plano de venda de medicamentos à base de canabidiol no valor de 626 milhões de reais, publicou O Globo.

O documento previa a venda, sem licitação, de 1,2 milhão de frascos de 36 tipos de remédios pela World Cannabis, empresa pertencente ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, ao Ministério da Saúde.

Segundo o jornal, a minuta foi encontrada pela Polícia Federal nos celulares de Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, ambos investigados por suspeita de tráfico de influência.

Como lobista e amiga do filho do presidente Lula, ela teria sido contratada para viabilizar a negociação.

Uma testemunha que trabalhava para a World Cannabis contou à PF, em depoimento, que a minuta foi discutida pela equipe do “Careca do INSS” antes de ser enviada ao ex-chefe de gabinete de Lula. Com informações de O antagonista.

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