Após a Federação Renovação Solidária, formada pelo Solidariedade e pelo PRD, anunciar o rompimento com a governadora Raquel Lyra (PSD) e declarar apoio ao projeto liderado pelo ex-prefeito do Recife, João Campos, o presidente estadual do Solidariedade, Edinázio Silva, explicou os motivos que levaram à mudança de posicionamento político. A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao Blog do Alberes Xavier e à Rede Pernambuco de Rádios.
A decisão da federação ocorreu poucos dias depois de um grande ato político realizado no Centro do Recife, que reuniu lideranças das duas legendas e contou com a presença do presidente nacional do Solidariedade e deputado federal, Paulinho da Força, que havia consolidado o apoio da federação à reeleição de Raquel.
Questionado sobre o que levou a federação a deixar a base da governadora para apoiar João Campos, Edinazio afirmou que o principal fator foi a “falta de reconhecimento político” por parte do governo estadual.
"Eu acho que a valorização, quando você não é valorizado, logicamente que a tendência é se afastar. O grupo não se sentiu valorizado e foi acolhido pelo grupo de João Campos", declarou.
Além de comentar a mudança de aliança, Edinazio falou sobre a expectativa para a convenção do Solidariedade, que será realizada neste sábado (1º) e irá oficializar as candidaturas da legenda. Segundo ele, o partido inicia uma nova etapa após a decisão de integrar a Frente Popular.
"A expectativa é excelente. Os candidatos estão motivados. Amanhã eles se tornarão candidatos, porque houve uma mudança, uma virada majoritária, e isso tem que, a partir de agora, ser um ato pedagógico, onde nós vamos orientar os candidatos nessa nova jornada do Solidariedade em Pernambuco", pontuou.