O presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, participou, nesta terça-feira (28), de um debate sobre o novo cenário do saneamento em Pernambuco durante o 9º Congresso Pernambucano de Municípios, promovido pela Amupe, no Recife. O painel foi mediado pelo ex-presidente da Compesa e do Conselho de Administração da empresa, Alex Campos, e contou com a participação do secretário Executivo de Parcerias e Projetos Estratégicos, Marcelo Bruto; do secretário Executivo de Saneamento, Artur Coutinho; e do diretor-presidente da BRK Ambiental em Pernambuco, Sérgio Trentini. Durante o encontro, foram discutidos os desafios do setor, como o fato de 85% das cidades enfrentarem rodízio no abastecimento e perdas de água de 48%. Nesse contexto, a concessão parcial dos serviços foi destacada como essencial para o cumprimento das metas do Marco Legal do Saneamento até 2033 com a universalização dos serviços de abastecimento de água e esgoto no estado.
“No início da atual gestão estadual, a Compesa contava com poucos recursos, projetos parados e uma necessidade de cerca de R$ 30 bilhões em investimentos, algo que o Estado sozinho não conseguiria executar. Fizemos uma ampla reorganização e hoje temos 268 projetos em andamento, com cerca de R$ 10 bilhões previstos até 2030. A decisão da governadora Raquel Lyra de avançar com a concessão foi corajosa e estratégica, permitindo viabilizar mais de R$ 20 bilhões em novos investimentos. É esse conjunto de ações que está tirando Pernambuco da estagnação e ampliando o acesso à água e ao saneamento”, afirmou o presidente da Compesa, Douglas Nóbrega.
Pelo novo modelo, a Compesa permanece responsável pela produção e tratamento de água, enquanto as concessionárias assumem a distribuição e o esgotamento sanitário. “A concessão deixa claro o papel de cada um: privado, público e agência reguladora, além dos investimentos necessários. Para nós, é fundamental que os projetos avancem com agilidade, e acreditamos que esse modelo será um sucesso. A Compesa seguirá focada na produção de água, garantindo volume e qualidade, enquanto o privado será responsável pela distribuição, o esgoto e atuará fortemente na redução de perdas. O objetivo é atender melhor a população, com trabalho conjunto com prefeitos e uma comunicação transparente ao longo de todo o processo”, destacou.
Alex Campos ressaltou que a mudança de modelo foi necessária diante do cenário histórico. Segundo ele, não seria possível avançar sem buscar novas soluções, destacando que a concessão parcial foi amplamente estudada e dialogada, mantendo a Compesa como empresa pública. O secretário Executivo de Parcerias e Projetos Estratégicos de Pernambuco, Marcelo Bruto, apresentou um retrospecto do processo de concessão, desde a estruturação até o leilão realizado em dezembro, em São Paulo.
Já Artur Coutinho, secretário Executivo de Saneamento, enfatizou o desafio de ampliar o acesso ao saneamento, especialmente nas áreas rurais, com meta de universalização até 2033. O secretário Executivo de Saneamento de Pernambuco, Artur Coutinho, disse que o Governo do Estado segue apoiando os municípios na aplicação dos recursos recebidos e no acompanhamento das metas de universalização, reforçando o compromisso com a melhoria dos serviços de água e esgoto em Pernambuco.